Linhas de fuga e yihad queer
Juntá-los num despacho, pór-nos no meio deles, e fazer-nos estoupar umha cárrega explossiva adosada ao corpo, como faria um fedaijine numha reuniom de generais isaelitas.
Fugar-se e afirmar que nom somos de aqui. Como Joseba Sarrionandia.
Primeira indagaçom: que ocorreu naqueles espaços da cultura mediterrânea onde o cristianismo nom logrou impór a sua hegemonia? A qüestom é comprendermos como certos espaços autónomos ‘queer-sotádicos’ puderom permanecer e desenvolver-se em sociedades islamizadas e como boa parte da constituiçom contemporânea europeia do desejo homoerótico (de Genet a Fassbinder, de Wilde a Passolini, de Cadinot a Goytisolo) constiui-se apartir do ‘descobrimento’ e da entrada em contacto do primerio Orientalismo europeu com esses espaços.
Segunda indagaçom: hoje convivem nas sexualidades norteafricanas e do Levante umha multidom de identidades sexuais, produto da globalizaçom. Em que situaçom se encontram as velhas identidades frente à irrupçom da novíssima identidade gai?
Parar um anaco, olhar ao horizonte, cruçar miradas, dar a volta, intercambiar sorrisos, aprender velhos e desconhecidos códigos, transitar novos significados, …todo isto como parte da metodologia de umha investigaçom-acçom a pór em prática em 2009.


